Na cidade, tudo parece ganhar o rótulo de “boutique” com uma facilidade admirável, e este hotel não foge à regra. O termo soa muito mais como uma jogada de marketing do que como reflexo da experiência. Espera-se algum cuidado, personalidade ou charme, mas encontra-se apenas o básico bem apresentado. O café da manhã segue a mesma lógica, anunciado quase como colonial, mas entregue em versão extremamente econômica, com pão, manteiga, suco e uma fruta. É suficiente para não sair em jejum, mas insuficiente para sustentar a expectativa criada. No conjunto, a proposta até se mantém coerente, desde que o hóspede entenda, desde o início, que o discurso é bem mais ambicioso do que a prática.